3º Biénio 79/80 - João Mira Gorjão

3º Biénio 79/80 - João Mira Gorjão

3º BIÉNIO 1979/1980

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL:

Aníbal Tomé Romano, António A. Cunha, Manuel C.R. Fróis, Carlos J. J. Franco, João A. L. de Oliveira e José J. Barroso.

 

CONSELHO FISCAL:

José A. Ribeiro, José F. Monteiro, José A. de Almeida, José F. Júnior e Abel S. Lomba.

 

DIRECÇÃO:

João M. Gorjão, Alfredo dos Santos, Joaquim S. Faria, Manuel A. J. Mota, Florentino de Sá, Ricardo C. B. Cartaxo, Carlos A. R. Mareco, José M. Dias e Luís A. Costa
 
A equipa directiva teve como Presidente, João Mira Gorjão, numa altura em que a construção da Delegação na Margem Sul se tornou o objectivo central do CSA. Para o efeito, esta Direcção continuou a fazer estudos e a realizar reuniões para fazer o ponto da situação, apelando-se ao empenhamento dos associados na campanha de recolha de fundos. Nestas reuniões participam muitos sócios, mas como o problema era por demais importante para apenas se ficar por este tipo de reuniões, é marcada uma Assembleia Geral extraordinária, em 5 de Outubro de 1979, na Incrível Almadense.
Havia cada vez mais a consciência que só com o envolvimento da grande maioria da massa associativa, se poderia concretizar tal objectivo.
Nesta Assembleia Geral também, se aumentou a quota de 20$00 para 50$00, aumento que foi bem compreendido, pois não só ajudava para fazer face às despesas correntes, como ajudava a financiar o projecto que todos estavam empenhados.
O empenhamento da massa associativa aumentou, fizeram-se novas reuniões de sócios para fazer o balanço da campanha e numa delas informou-se que 263 sócios já tinham participado no empréstimo de 5000$00 e que outros 250 tinham participado com contribuições parcelares, e que os sargentos que tinham a gestão directa dos seus bares enviavam para o CSA os lucros desses bares (caso da Escola Naval e do “Ministério”). A campanha prosseguia com entusiasmo. No final de Dezembro de 1979, a conta bancária já tinha um resultado final 2.352.588$00, valor que ainda não integrava qualquer parcela do aumento da quota.
Entretanto, o projecto da obra foi aprovado tacitamente pela Câmara Municipal de Almada (CMA) e pelo Fundo Fomento da Habitação (FFH),mtendo sido exposto na Sede e nalgumas unidades.
Nesta altura, o problema da renda da Sede começa a preocupar cada vez mais os dirigentes, verificando-se que o senhorio pressionava cada vez mais a Defesa Nacional (DN) para um aumento da renda para 57.000$00 mensais. Este pedido seria oficializado pelas Finanças que estabelecia o prazo de 10 dias para pedir uma contra avaliação, sem a qual se confirmaria aquela renda. Alertados pelo CSA, os responsáveis do EMA e DN não resolvem, atempadamente, a questão, vendo-se o Clube forçado a mover um processo de contestação, que foi aceite a contento do Clube, tendo sido atribuída uma renda mensal de 10.600$00, muito superior aos 4.900$00 que estavam a ser cobrados à extinta UN/ANP. O senhorio recusou esta renda e, através do seu advogado, ameaçou levar a questão a tribunal. Os dirigentes ainda se encontraram pessoalmente com o advogado para resolver o problema da renda, mas o senhorio, não abdicando da sua posição, moveu um processo de despejo conta o CSA.