9º e 10º Biénio de 1991/1994 - José da Silva Mendes

9º e 10º Biénio de 1991/1994 - José da Silva Mendes

9º BIÉNIO 1991/1992

Mesa da Assembleia Geral:

Carlos S. Lages, Jorge S. Martins, Joaquim A. Conceição Domingos, Domingos D. Mota, José M. T. Calheiros e Manuel F. Túbal Campaniço.

Conselho Fiscal:

José A. Matos, João António Horta Gato, Manuel Cardoso de Sousa Vale, António Lameirão Nogueira Teixeira e Manuel Rodrigues Pádua.

Direcção:

José da S. Mendes, Vítor M.G. Rodrigues, António M. B. Roxo, Francisco M. M. Bencatel, Américo da S. Guerreiro, Mário P. Barradas, João L. Mira Falé, Francisco José Serrano Cuco e Manuel Augusto de Oliveira Costa.

5ª Comissão Administrativa da Delegação:

Coordenador principal – Américo da Silva Guerreiro, Vice - coordenador - Fernando Inácio Correia

Tesoureiro – António Guerreiro Vital, Secretário – Joaquim Alberto A. Lopes

VOGAIS: Manuel G. dos Santos, António J. Fernandes, José A. Soares Mateus Fernando M. L. Pereira, Fernando J. C. Capitão, Luís J. Paredes Cunha Jacinto F. Fino Varela, Fernando J. C. Gonçalves, Victor M. Coelho Pião Ângelo J. G. Flores, José R. D. Bispo, Horácio G. Nobre, António Gamito Carlos A. R. Simões, Manuel J. Palma, Isidoro Soares Teodoro José de Sousa e Castro e Artur dos Santos Ramos

10º BIÉNIO 1993/1994

Mesa da Assembleia Geral:

Guido J. S. Silva Carvalho, Manuel C. Braga, Francisco A. Espanhol Orvalho, José Nunes, José M. M. Oliveira e Carlos Aberto Lopes

Conselho Fiscal:

Carlos F. Lopes Silva, Domingos F. da Silva, Manuel J. Silva e Pinho, Carlos Marques Alves e Jorge Augusto Gonçalves Mota.

Direcção:

José da Silva Mendes, Júlio Bessa de Oliveira, António E. M. Moreira Jeremias C. Geadas Moura, José M. Martins Jorge, João L. Mira Falé, Rui Catarino Devesa, António J. Fernandes e José J. Pires da Silva.

6ª Comissão da Delegação Administrativa:

Coordenador principal – José Manuel Martins Jorge, Vice - coordenador - Bernardino José Marques, Tesoureiro – Luciano de Abreu Maciel, Secretário – Joaquim Ribeiro Navais

VOGAIS: João M. Faria Martins, Joaquim P. dos Santos, Manuel S. Moutinho, António T. Pinto, José S. de Carvalho, Octávio S. Cordeiro, José J. Rato Feio, Artur C. Negreiros M. Moura, Joaquim F. Rosado Sande, Manuel C. Capela, Olegário A. Correia, Carlos A. Rocha Almeida, Faustino António Lança, Eduardo J. Matos Pereira, José F. António dos Santos, Francisco L. Botelho, Manuel Alberto Lopes e Joaquim Mariano Corte.

9.º e 10.º Biénios 1991/1992 e 1993/1994, cujas equipas tiveram como Presidente da Direcção Manuel da Silva Mendes. Nestes mandatos foi dado mais um importante passo na consolidação e afirmação do CSA. Depois do Clube ser confrontado com a decisão definitiva do Tribunal da Relação que confirmava a sentença dada pelo Tribunal do 11º Juízo Cível obrigando à saída do CSA das instalações da Sede, a Direcção não perde tempo e desenvolveu todo o trabalho que lhe permitiu a transferência do espólio existente na Sede para a Delegação e outros locais. Em manifestação de grande solidariedade muitos camaradas disponibilizaram-se para ajudar nesta tarefa.

Conforme afirmou Varino da Ponte no seu depoimento no capítulo “A História por quem a moldou – contributos”, “o Clube tinha acabado de sair de uma situação bastante delicada, pois em Fevereiro de 1994 fora “despejado” da sua sede berço, no Largo Trindade Coelho nº 21 - 2º, ao Bairro Alto, depois de um longo processo movido pelo senhorio contra o Estado Português, em 4 de Agosto de 1980 e com «Tramitação em Julgado» em 7 de Dezembro de 1993, onde a má-fé e a falta de rigor não estão de todo arredados”.

No dia que foram entregues as chaves da Sede, no Bairro Alto, em Fevereiro de 1994, foi feito um Porto de Honra e, num acto simbólico, arriou-se a Bandeira Nacional. Naquele momento, naquela que foi a “Sede Berço”, do CSA, todos sentimos aquele golpe duro que nos foi desferido, e alguém com raiva e tristeza terá dito: “Somos homens e militares habituados a grandes tempestades e a altos mares, por isso, não iremos cruzar os braços, vamos lutar e, como dizem os estatutos, haveremos de ter a Sede Social, em Lisboa.” E, para confirmar que o que ali foi dito, naquele dia, correspondendo à convicção profunda de todos, foram logo criadas comissões de sócios com o fim de procurar, em Lisboa, um espaço que tivesse condições para instalar a Sede Social do Clube.

Esta equipa directiva, para além da atenção dada na procura da nova Sede, preparou a Delegação para melhor servir os associados, fez as obras conforme projecto e, no dia 5 de Fevereiro de 1994, inaugurou o restaurante da Delegação, correspondendo aos desejos da massa associativa. Esta inauguração foi mais um importante passo da história do Clube, pois além de trazer mais associados, permitiu que fossem realizados pelo CSA almoços e jantares comemorativos, com mais de uma centena de comensais, possibilitando, ainda, aos associados ali poderem realizar baptizados e outras festas.

Depois da acção de despejo, a Sede Social passou para a Delegação. Durante este período, a vida associativa do CSA sofreu muitas dificuldades, muitas contrariedades e alterações sem, contudo, perder a qualidade e rigor do que até ali se vinha realizando. Os dirigentes, com o seu exemplo de coragem, determinação e empenho, souberam impedir que se instalasse o desânimo na massa associativa e, em unidade com ela, passados poucos meses de serem expulsos do Largo Trindade Coelho, estavam, no dia 14 de Março de 1994, a celebrar o contrato de arrendamento da futura Sede Social. Depois das obras de adaptação do novo edifício para que o Clube ali pudesse desenvolver as suas actividades, no dia 3 de Dezembro do mesmo ano, no Nº 96, da Rua das Escolas Gerais, em Alfama, num ambiente de festa, alegria e unidade, faziam, com a presença de muitos convidados, associados e familiares, a inauguração da nova sede, em Lisboa.

Este período foi mais um dos momentos altos da vida do CSA e do associativismo dos sargentos da Armada, pois foi nele que, devido a tantas dificuldades, se reforçou mais a unidade, os laços de solidariedade, a amizade e companheirismo entre os associados, apanágio dos marinheiros nos momentos de grande temporal.